Premium 25 anos de 'Pulp Fiction': o filme que quebrou o queixo a Hollywood

A primeira comemoração dos 25 anos do filme Pulp Fiction acontece neste sábado no Cinema Monumental, em Lisboa, e depois pelo país, todas elas momentos próprios para evocar numa cópia restaurada um dos maiores e duradouros milagres de Hollywood.

Foi num apartamento em Amesterdão, sem telefone ou fax, que Quentin Tarantino viveu três meses em retiro para escrever o argumento de Pulp Fiction. Ou melhor, para lhe dar uma arrumação porque já tinha rascunhado centenas de páginas em cadernos de caligrafia indecifrável, mas era preciso dar-lhes alguma ordem narrativa. Resultado? Três histórias absurdas cruzadas de dois assassinos, um pugilista e um casal de assaltantes, que lhe valeu o Óscar de melhor argumento original, reanimou a carreira de John Travolta e fez de Samuel L. Jackson e Uma Thurman estrelas de cinema.

Título icónico, obra-prima recheada de cultura pop que abanou os padrões hollywoodescos em 1994, e o filme que consagrou Tarantino dois anos depois de Cães Danados, Pulp Fiction regressa agora ao esplendor do grande ecrã, numa cópia digital restaurada, para se dar a (re)descobrir nos diálogos irreverentes, imaginário vibrante e fôlego musical, que espantou o Festival de Cannes, onde venceu a Palma de Ouro nesse ano. Assente numa antologia de cenas que, pelo efeito da memória coletiva, podem ser evocadas fora de contexto, o filme é hoje um objeto à prova das balas do tempo, passível de se "desconstruir" ou dissecar num olhar à lupa. A seguir, o registo de oito momentos pulp fiction para percorrer a sua iconografia, entre a brutalidade sem filtro e uma banda sonora irresistível, que está na lista das melhores de sempre.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.