Premium Ara Malikian, o violinista rebelde: "O heavy metal é muito parecido com a música barroca"

O músico libanês atua a 10 e a 11 de maio no Casino Estoril com temas que vão de Paganini a Led Zeppelin: "Não há uma maneira certa ou errada de tocar. Toco à minha maneira."

Ara Malikian não se lembra com que idade começou a aprender a tocar violino. "Acho que toco desde que nasci", diz, entre risos. E depois, "mais a sério", lá conta as suas memórias: "O meu pai era violinista e era um fanático do violino e da música, ele era um músico erudito e era isso que queria fazer mas ganhava a vida tocando música tradicional árabe, costumava tocar com uma cantora pop muito conhecida chamada Feyrouz. Quando eu nasci ele decidiu por mim que eu iria ser músico: pôs um violino ao meu pescoço e ele nunca mais saiu de lá." Mais risos. "Foi o meu pai quem me ensinou violino, foi o meu professor até aos 15 anos. Era um professor muito exigente, na verdade era uma pessoa muito exigente. Era muito duro comigo, obrigava-me a praticar muitas horas. Eu queria ir brincar com os meus amigos e ele não me deixava. Às vezes eu até chorava porque não queria tocar mais, mas hoje em dia estou-lhe muito agradecido por me ter obrigado a praticar tanto. Sou muito feliz e não imagino como seria a minha vida sem o violino."

Hoje, não trocaria o seu violino por nenhum outro instrumento: "Há um repertório clássico muito bom para violino mas ao mesmo tempo é um instrumento muito cosmopolita, está presente em todas as culturas e em diferentes estilos, da China à América do Sul, passando pela Europa. E além disso o violino é um instrumento muito maroto. Pode fazer melodias lindas e ser muito romântico mas também pode fazer coisas muito diferentes, é por isso que se costuma comparar o violino ao diabo, pode ser estridente e quase até ferir-nos os ouvidos."

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