Premium Falemos então de betos 

Entre 1780 e 1820, a estrutura da propriedade britânica mudou drasticamente e os afortunados que nessa época tinham a ventura de possuir terras enriqueceram de forma assombrosa.

Falemos então de betos. Mas de betos à séria, a aristocracia britânica. O maior especialista do assunto é, de longe, o historiador inglês David Cannadine, actualmente professor em Princeton e autor de obras excepcionais, com destaque para o formidável The Decline and Fall of British Aristocracy, ou de belas biografias de Lord Nelson, do rei Jorge V e, mais recentemente, da Sra. Maggie Thatcher.

Em Aspects of Aristocracy, uma colectânea de ensaios publicada em 1994, Cannadine mostra que a actual nobreza britânica é bem mais recente do que julgamos - e, sobretudo, bem mais recente do que ela própria se julga e proclama, reivindicando pergaminhos que remontam à Alta Idade Média ou a tempos ainda mais recuados (na Escócia, certos clãs gabam-se de descender de monarcas lendários, que terão brotado das pedras...). Salvo honrosas excepções, o grosso da alta aristocracia britânica emergiu ou expandiu-se entre finais do século XVIII e princípios do século XIX, altura em que, por uma conjugação de diversos factores, algumas famílias de proprietários rurais se tornaram muito ricas ou, melhor dizendo, super-ricas, em tudo iguais aos Bill Gates ou Jeff Bezos dos nossos dias.

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