Premium A irresponsabilidade da Associação Sindical dos Juízes

Numa altura em que o caso Neto de Moura aflige a comunidade pela demonstração de que os magistrados podem fazer da justiça o seu quintal privativo de ajustes de contas ideológicos e morais, seria de esperar do sindicato da judicatura que não se dedicasse a confirmar a impressão.

Desde que o caso Neto de Moura foi conhecido, em 2017, e que a atenção da comunidade incidiu sobre a forma como os crimes de violência doméstica e de violência de género em geral são tratados pelos tribunais portugueses, a Associação Sindical de Juízes está em pé de guerra, quer denunciando aquilo que qualifica de "linchamento" do juiz quer alegando existir uma conspiração contra a judicatura.

Ainda assim, e porque o escândalo público ante as decisões relativas a violência de género subsiste, a ASJP anunciou, num vídeo criado para o Dia Internacional da Mulher, que o seu próximo congresso vai ser dedicado ao tema - não se percebendo bem qual, se o da violência doméstica se o das críticas de que os juízes são alvo por causa dela - e que, como o seu presidente já adiantara em artigo no Público, vai levar a cabo um estudo (e participar noutro) visando avaliar a forma como os tribunais julgam esse tipo de crime.

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