Premium Ministra da Cultura: "Não é por falta de dinheiro que não se resolve o problema do São Carlos"

No meio da discussão com os sindicatos e trabalhadores artísticos do São Carlos, da Companhia Nacional de Bailado e da Orquestra Sinfónica Portuguesa, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, garante que o problema dos salários desiguais está em resolução. E fala dos planos para a coleção do Estado - da qual estão mais de cem obras com paradeiro incerto.

Reuniu-se nesta semana com o sindicato que representa os trabalhadores da OPArt, também com membros do corpo artístico das três entidades que fazem esta grande entidade que é a Companhia Nacional de Bailado, o Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o coro do Teatro Nacional de São Carlos. Que resultados saíram desta reunião?
Reunimo-nos, de facto, com o sindicato, com o CENA e também houve reuniões com os corpos artísticos das estruturas artísticas que compõem o OPArt. Talvez só um breve enquadramento para se perceber porque é que a reunião de hoje foi importante. Quando, em março deste ano, há um pré-aviso de greve, foi feita uma reunião, comigo e com o sindicato - na altura, a proposta que fiz ao sindicato foi de trabalharmos para procurar soluções duradouras e estruturais para problemas que há muito tempo, na verdade, se arrastam no OPArt. Não procurámos apenas uma solução de circunstância. O que estava em discussão, e continua a estar, é uma questão de harmonização salarial, que tem origem numa deliberação de 2017.

Esses problemas, só para dar algum contexto, tinham que ver também com a junção de todas estas entidades numa entidade e, portanto, com as divergências quer salariais quer em termos de trabalho, etc., que isso provocou. Só para nos situarmos.
Certo. Há duas dimensões, digamos assim, de problemas estruturais. O OPArt é uma entidade empresarial pública que é constituída juntando três estruturas artísticas. Três estruturas artísticas essas que, sendo autónomas, tinham uma multiplicidade de regimes, desde logo laborais, diferentes na sua origem. Portanto, quando é criado o OPArt, desde 2007 até hoje, não é criado nenhum instrumento interno, nomeadamente não há um regulamento interno aprovado, nem nunca foi feita uma tabela salarial que agregasse, digamos assim, estes diferentes corpos. E, portanto, foi-se mantendo, ao longo destes 13 anos, estas, se quiser...

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