Premium Será desta que o recorde da maratona baixa das duas horas?

Atleta queniano vai procurar em outubro tornar-se o primeiro homem a completar os 42,2 quilómetros abaixo de duas horas. O cenário será em Viena, na Áustria. Carlos Lopes, campeão nos Jogos Olímpicos de 1984, diz que "é um desafio à força humana".

Cinquenta anos depois de o homem ter ido à Lua, uma nova prova de superação da humanidade, mas em menor escala, poderá estar prestes a ocorrer. Em outubro, o detentor das duas melhores marcas mundiais da maratona (2:01:39 horas no ano passado em Berlim e 2:02:37 neste ano em Londres), campeão olímpico na distância e vencedor de oito majors, o queniano Eliud Kipchoge, terá tudo a seu favor para se tornar o primeiro homem a completar os 42,2 quilómetros abaixo de duas horas. Uma marca que até hoje, apesar de várias tentativas, nunca ninguém conseguiu.

O fundista de 34 anos vai ser o protagonista do projeto INEOS 1:59 Challenge, em Viena, cidade escolhida a dedo para a ocasião por ter estradas largas e planas, a longa reta de 4,3 km de Hauptallee que será percorrida várias vezes, ar fresco e saudável devido ao clima local e à proximidade de muitas árvores. E ainda um fuso horário de apenas três horas de diferença em relação ao local de treinos do atleta no Quénia. O desafio está agendado para 12 de outubro mas, caso as condições climatéricas não sejam as ideais, está previsto um período de espera até 20 de outubro.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.