Premium Portugal perde (naturalmente) título Europeu para a Espanha

Seleção do país vizinho venceu por 6-3. É uma tendência que se acentua, pois Portugal só venceu um grande torneio no século XXI. A Espanha vai em oito Europeus e sete Mundiais. O que se passa?

Portugal perdeu ontem a possibilidade de revalidar o título europeu de hóquei em patins, cujo campeonato foi realizado na Corunha, ao perder por 6-3 com a Espanha.

Há mais de 30 anos que a seleção nacional não consegue vencer um grande torneio da modalidade organizado pelo país vizinho, a última vez deu-se em 1987, em Oviedo, quando Portugal pôs um ponto final numa série de quatro títulos europeus consecutivos da Espanha.

E nem falamos de uma mera tradição, começa a haver uma tendência que tem vindo a acentuar-se. Na última década Portugal e Espanha defrontaram-se em 13 ocasiões e Portugal apenas venceu uma vez, tendo perdido dez encontros. Talvez seja altura de perceber porque isto se passa.

No encontro deste domingo Portugal entrou com peito e valentia e por isso marcou logo aos três minutos por Gonçalo Alves. A seleção de Luís Sénica mostrava-se confiante e impante. E nem os dois golos apontados pela Espanha até aos oito minutos fez Portugal baixar a qualidade do seu hóquei. Refira-se, como nota adicional, que o primeiro golo espanhol foi da autoria de Adroher, hoquista do Benfica, e o segundo de Ferrant Font, atleta do Sporting.

Até aos 22 minutos, altura em que Lamas fez o 3-1 e deu uma estocada importante nas aspirações portuguesas, a equipa das quinas fez tudo bem mas esbarrava sempre no mesmo problema, o poste. Foram cinco as bolas rematadas aos ferros por Portugal na primeira parte. Nunca assentou tão bem aquela máxima de que uns jogavam e outros marcavam.

Portugal passava da confiança ao desnorte e Henrique Magalhães travou-se de razões com Ferrant Font, dois colegas do mesmo clube, o Sporting. Incrível.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.