Premium Por que não se discute a regionalização?

Não seriam precisas Web Summits, Expos, Infarmeds nem análises comparativas entre os investimentos públicos na Área Metropolitana de Lisboa e as outras regiões para termos a noção de que algo está profundamente errado.

A falta de vontade do poder central e de quem tem voz no espaço público em abordar o tema regionalização ficou mais uma vez patente. O presidente da Câmara do Porto veio mais uma vez falar do assunto, umas vozes tímidas juntaram-se e o governo e as direções das oposições vieram com o argumento do costume: agora não é altura para falar do assunto.

O silêncio dos autarcas foi particularmente ensurdecedor. Um recente inquérito feito pelo IPSS-ISCTE sobre a organização do Estado e as competências dos municípios revela que a maioria esmagadora dos presidentes de câmara é a favor da regionalização, porém, quando se fala do assunto assobiam para o lado. Curiosamente, segundo o mesmo estudo, os militantes dos quatro partidos que gerem câmaras são também claramente a favor e, no entanto, os órgãos centrais fazem-se de mortos.

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