Premium António Vitorino: "Agências da ONU têm planos para todos os cenários na Venezuela"

Diretor-geral da Organização Internacional das Migrações admite que as divisões políticas na União Europeia enfraquecem o papel que esta poderia ter no diálogo internacional sobre as migrações.

Antigo juiz do Tribunal Constitucional, ex-ministro da Defesa, ex-comissário europeu da Justiça e Assuntos Internos, António Vitorino, de 62 anos, é desde outubro do ano passado diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM). De passagem por Lisboa para apresentar o livro Um Passeio pela Europa, do embaixador Fernando d"Oliveira Neves, falou ao DN sobre o uso do tema das migrações na campanha do Brexit, as divisões na União Europeia (UE) em relação a este dossiê, as divisões entre países sobre o Pacto Global da ONU para as Migrações e a crise na Venezuela.

Está de passagem por Lisboa, para apresentar o livro do embaixador Fernando Neves, sobre a Europa. A UE atravessa uma crise - a do Brexit - que começou precisamente por causa do medo das migrações. Onde lhe parece que vai dar este processo do Brexit?

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.