Premium UE à espera de Boris para evitar um No Deal Brexit

Embora não tenha sido fixado de forma taxativa, o governo britânico de Boris Johson tem, mais coisa menos coisa, um mês para encontrar uma alternativa credível ao mecanismo do backstop. É esta a principal leitura a retirar dos encontros entre o primeiro-ministro britânico com Angela Merkel e Emmanuel Macron.

Boris Johnson tem algo que Theresa May não tinha: conviveu durante longos anos, de muito perto, com a forma de negociar na União Europeia. Nos bastidores, quase sempre. À última hora, demasiadas vezes. Por isso, não será de estranhar a afirmação que o novo primeiro-ministro britânico fez nesta quarta-feira, em Berlim, na Alemanha, durante a conferência de imprensa conjunta que deu com a chanceler alemã Angela Merkel.

"Testemunhei, ao longo da minha vida, muitas negociações europeias e, acreditem em mim, ao princípio parece sempre tudo uma força irresistível e um obstáculo inamovível. O que a experiência me diz é que as pessoas acabam sempre por encontrar um caminho e penso que se abordarmos isto com paciência suficiente e otimismo, como digo, podemos fazer isto. É normalmente na reta final, quando os cavalos mudam de posição, que o acordo vencedor aparece", disse Boris Johnson, que tem reiterado, insistentemente, a necessidade de retirar o ponto do backstop do acordo de retirada do Reino Unido da UE, sublinhando que o país sairá a 31 de outubro, como previsto, com ou sem acordo.

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