Premium Tony Carreira: "Era impensável há 40 anos levar com a minha cara num póster de cinema"

Chega aos ecrãs nesta semana Tony, documentário de Jorge Pelicano sobre Tony Carreira. A ascensão do mais bem-sucedido cantor da música ligeira portuguesa. O próprio Tony, em jeito e estrela de cinema, falou para o DN.

Tony é um filme que tem os bastidores dos concertos de Tony Carreira, mas tem sobretudo uma pinta de objeto de promoção. A câmara de Jorge Pelicano segue-o pelos confins de Portugal e mostra-o igualmente numa certa intimidade. Temos o ídolo a fumar, a chorar e a visitar em Haifa o túmulo do seu ídolo, Mike Brant. Há ainda uma visita à casa dos pais, muitos momentos com os fãs e com o seu letrista.

Na entrevista ao DN garante que de encomenda este filme não tem nada, mas quem for a uma das muitas salas onde se estreia vai perceber que este é um retrato sem zonas cinzentas. Por outro lado, goste-se ou não do seu valor enquanto artista, Pelicano descobriu uma personagem de cinema, alguém filmado de perto mas sempre com domínio perante a câmara, capaz de jogar bem com a imagem do emigrante de França que cumpriu um sonho. Nesse aspeto, as imagens de arquivo são integradas com competência num objeto que é feito para deixar os seguidores de Tony em lágrimas.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.