Premium O complexo código de conduta de um grupo de gangsters motorizados

A primeira regra dos Hells Angels é: tu não falarás dos Hells Angels. A segunda regra dos Hells Angels é: tu não falarás dos Hells Angels. E está quase tudo dito.

Perto de Faro, na estrada municipal que liga Estoi e Moncarapacho, há um sítio chamado Areia que não tem mais de dez casas, um pequeno café e o anexo de uma casa pintada com o ícone de uma caveira com asas e o números 81. É um hang out, ou lugar de encontro, dos Hells Angels algarvios. Em regra, todas as noites um grupo de motards ocupa aquele espaço e arma uma barulheira que se ouve por todo o vale. Mas desde que na semana passada foram detidos 58 membros da organização, os portões não voltaram a abrir-se.

Portas fechadas e lábios cerrados, é esta a regra que os Hells Angels têm para cumprir. Ninguém tenha dúvidas: este é um grupo extremamente organizado. Criaram uma lei para eles próprios à margem do Código Civil e é por isso que a Polícia Judiciária os define como uma estrutura paramilitar de crime organizado. Quem agora falar arrisca-se a um espancamento. Se falar com a polícia o mais certo é que lhe ditem sentença de morte.

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