Premium Cancro do colo do útero pode ser extinto até 2100

Um novo estudo aponta que milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas caso a vacinação contra o HPV fosse seguida à risca em todos os países.

Os números são alarmantes. Todos os anos, o cancro do colo do útero é a causa de morte de mais de 300 mil mulheres em todo o mundo. E, ainda no ano passado, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) sublinhou que é necessária uma maior atenção para a eliminação da doença. Agora, um estudo publicado na revista científica Lancet Oncology mostra que o problema pode mesmo ser erradicado até ao ano 2100 com o aumento da aplicação de vacinas. E, de acordo com o The Guardian, a Austrália pode ser o primeiro país a ver este tipo de cancro extinto, já em 2035, com taxas anuais abaixo dos quatro casos por cem mil mulheres, nos próximos anos.

Tudo depende da vacinação, alertam os especialistas. "Dependerá da sustentação das taxas de participação nos programas de vacinação contra o HPV e das iniciativas de rastreio do colo do útero, a nível local", explicou a coordenadora da investigação, Karen Canfell, do Conselho de Prevenção para o Cancro do País de Gales, em entrevista ao jornal britânico. A vacina HPV (do vírus do papiloma humano), que protege contra o vírus que está na origem da maioria dos casos de cancro do colo do útero, já conseguiu reduzir algumas estatísticas ao longo dos anos.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.