Premium Campeões precoces. Sabe qual foi o clube que mais cedo festejou na Europa e em Portugal?

Juventus e PSG confirmaram títulos neste fim de semana. Alemanha, Inglaterra e Portugal têm duelos renhidos na luta pelos respetivos campeonatos.

A época caminha para o fim e já há alguns campeões a aparecer. Foi assim neste sábado com a Juventus (Itália) e no domingo com o PSG (França), e pode ser assim já no próximo fim de semana com o Barcelona (Espanha). No entanto, em dois dos cinco principais campeonatos europeus ainda há uma luta renhida pelo troféu de campeão. Em Inglaterra, Manchester City e Liverpool estão separados por um ponto, a mesma distância que separa o Bayern Munique e o Borussia Dortmund na Bundesliga (Alemanha).

Também em Portugal se assiste a uma das mais renhidas disputas pelo campeonato. Nesta altura, o FC Porto tem mais três pontos do que o Benfica, mas um jogo a mais. Mas, hoje, quando os benfiquistas jogarem com o Marítimo pode voltar a ficar tudo igual no topo da I Liga. E seja quem foi o campeão no final da época, não fará história pela precocidade.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.

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Maria do Rosário Pedreira

Os deuses das moscas

Com a idade, tendemos a olhar para o passado em jeito de balanço; mas, curiosamente, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos nem vamos já a tempo de fazer. Cá em casa, tentamos, mesmo assim, combater o vazio mostrando um ao outro o que foi a nossa vida antes de estarmos juntos e revisitando os lugares que nos marcaram. Já fomos, por exemplo, a Macieira de Cambra em busca de uma rapariga com quem o Manel dançara um Verão inteiro (e encontrámo-la, mas era tudo menos uma rapariga); e, mais recentemente, por causa de um casamento no Gerês, fizemos um desvio para eu ir ver o hotel das termas onde ele passava férias com os avós quando era adolescente. Ainda hoje o Manel me fala com saudade daqueles julhos pachorrentos, entre passeios ao rio Homem e jogos de cartas numa varanda larga onde as senhoras inventavam napperons e mexericos, enquanto os maridos, de barrigas fartas de tripas e francesinhas no ano inteiro, tratavam dos intestinos com as águas milagrosas de Caldelas. Nas redondezas, havia, ao que parece, uma imensidão de campos; e, por causa das vacas que ali pastavam, os hóspedes não conseguiam dar descanso aos mata-moscas, ameaçados pelas ferradelas das danadas que, não bastando zumbirem irritantemente, ainda tinham o hábito de pousar onde se sabe.