Premium IURD: o braço religioso de Bolsonaro contra Haddad, "o anticristo"

Qual é a força do apoio da IURD a Bolsonaro? Nos templos em Lisboa, os bispos não falam diretamente de candidatos, mas nas redes sociais Haddad é o "anticristo" e Bolsonaro o "rei forte" de que o Brasil precisa.

Um homem aponta o punho cerrado para lente da câmara. No segundo plano, percebe-se o semblante de raiva de alguém na iminência de partir para a agressão. A imagem em tom ameaçador, por mais contraditório que pareça, ilustra um texto no sítio de uma igreja e é assinado por um bispo, Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Com o título "Pela fé o justo se revolta...", Macedo diz estar pronto para a luta, independentemente de "quais sejam as leis" que o tentem impedir. O "recadinho" não cita nominalmente ninguém, mas tem endereço certo e é mais um capítulo na cruzada empreendida pela IURD em eleger o próximo presidente do Brasil.

O texto, publicado no sítio da IURD em Portugal, é assinado pelo próprio Edir Macedo e foi postado em 12 de outubro. No mesmo dia em que o candidato à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, abriu fogo contra o bispo, ao atribuir-lhe a paternidade política do seu adversário, Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal. Nas palavras de Haddad, Bolsonaro é filho do "liberalismo desalmado com o fundamentalismo charlatão" de Macedo, apoiante declarado do capitão reformado do Exército e líder nas intenções de voto.

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Leonídio Paulo Ferreira

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Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.