Premium A escola que formou a elite da saúde

A atual ministra fez aqui um mestrado, um dos secretários de Estado é cá professor, assim como vários anteriores ministros e diretores-gerais da Saúde. É a Escola Nacional de Saúde Pública, com 50 anos feitos em 2017.

Pede que lhe chamem Dyma, porque o nome é "muito difícil". Fala português mas ainda está mais confortável no inglês. A conversa também podia ser, além do ucraniano natal, em russo e francês. Dmytro Metilka, 45 anos, é poliglota e poli mais coisas. Em Lisboa há três anos a fazer um doutoramento na Escola Nacional de Saúde Pública, tem uma licenciatura em Engenharia, um doutoramento em Filosofia Social, um mestrado na mesma área e agora está a trabalhar numa tese sobre violência doméstica, um assunto sobre o qual fez um estágio de três meses em Copenhaga.

Dyma está inscrito num dos dois doutoramentos que a ENSP tem em inglês, o Dynamics of Health and Welfare (Dinâmicas de Saúde e Proteção Social), tendo chegado a Portugal através de um programa de bolsas internacional. Tinha a expectativa de que o enviassem para Paris, confessa. "Estava a contar com isso. Mas depois percebi que aqui é muito melhor. Paris é uma cidade fantástica mas muito mais cara e os franceses são chauvinistas da língua, recusam-se a falar inglês. E o meu francês não é assim tão bom. E as pessoas aqui são muito mais simpáticas. Estou muito contente por me ter calhado Lisboa, afinal."

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Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.