Premium Britânicos na rua por novo voto. Mas diriam agora "não" ao brexit?

Marcha pelo Futuro, que ontem percorreu Londres, não pede um novo referendo sobre ficar ou sair da União Europeia, mas uma palavra final sobre o acordo negociado entre Theresa May e Bruxelas.

Apesar de não querer o brexit, tenho medo que outro referendo vá criar mais divisão num país que já está extremamente dividido", escreveu Carol, uma londrina de 51 anos, num fórum no site do jornal The Guardian sobre a necessidade ou não de uma nova consulta. Milhares de pessoas protestaram ontem na capital britânica na Marcha pelo Futuro, para exigir um regresso às urnas em que se possa validar ou não o acordo que for alcançado com Bruxelas. Mas as sondagens revelam que, apesar de a maioria dos britânicos acreditar que foi errado votar para sair da União Europeia (UE) e que o governo está a fazer um mau trabalho nas negociações com os restantes 27 países comunitários, a maioria também defende que o brexit deve avançar.

A 23 de junho de 2016, 51,9% dos eleitores votaram para sair da UE. Segundo uma sondagem YouGov de setembro, 46% dos britânicos consideram que foi tomada a decisão errada para o Reino Unido no referendo (frente a 41% que dizem ter sido a acertada e 12% que não sabem). Da mesma forma, 75% dizem que o governo de Theresa May está a lidar mal com as negociações com a UE e apenas 29% acreditam que haja acordo até ao "dia B" (29 de março de 2019). Independentemente disso, só 40% concordam com um referendo aos termos do acordo (com 43% a recusarem um) e 41% ficariam desiludidos caso, no fim de contas, o Reino Unido continuasse na UE (frente a 39% que ficariam satisfeitos). 53% acham que o brexit deve avançar.

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