Premium O "porta-voz dos invisíveis" que fez xeque a Netanyahu

Ayman Odeh é árabe, israelita e líder da Lista Conjunta. Graças ao voto favorável da aliança de partidos árabes, o centrista Benny Gantz foi designado para formar governo.

Em setembro, uma semana antes da segunda das três eleições parlamentares a que os israelitas foram chamados no espaço de 11 meses, Benjamin Netanyahu levantou a suspeita de fraude eleitoral nas assembleias de voto das comunidades árabes e quis instalar câmaras de vigilância. O seu partido, o Likud, já o havia feito nas eleições de abril, tendo filmado à socapa mais de mil assembleias com forte presença da comunidade árabe. A medida tinha sido rejeitada pelo Supremo Tribunal e criticada por vários grupos de defesa dos direitos. Netanyahu insistiu e levou o tema ao Knesset. Além de a iniciativa ter caído por terra, o primeiro-ministro foi desafiado por um deputado que sacou do telemóvel e, com este quase na cara do chefe do governo, disse "Pensava que estava tudo no Stories"- referência aos argumentos que Netanyahu usara dias antes, ao dizer que está tudo naquela ferramenta do Facebook. O deputado é o líder da Lista Conjunta, Ayman Odeh, que no Twitter espetou outra farpa: "De repente tem um problema com as câmaras."

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