Premium Brexit. Conselho Europeu marcado pelo nevoeiro britânico

Theresa May critica deputados e insiste no acordo que foi rejeitado por duas vezes. Donald Tusk aceita adiamento do Brexit se a Câmara dos Comuns aprovar a saída, mas a unanimidade entre os líderes europeus pode não acontecer.

Preparar a cimeira UE-China, que terá lugar no dia 9 de abril, dar um impulso à estratégia sobre as alterações climáticas, dar prioridades às políticas económicas da próxima agenda estratégica, entre outros temas, fazem parte dos trabalhos do Conselho Europeu, que decorre nesta quinta e sexta-feira em Bruxelas. Mas é o Brexit que concentra as atenções, com a saída do Reino Unido prevista para 29 de março se não houver um acordo na Câmara dos Comuns e unanimidade dos restantes Estados membros da União Europeia para conceder a extensão do prazo de saída.

Na noite de quarta-feira, Theresa May lamentou, numa curta declaração, o facto de não cumprir a promessa de o Brexit se concluir na data prevista e responsabilizou os deputados. "Está farto das lutas internas, dos jogos políticos, de obscuras contendas regimentais, dos deputados não falarem de outra coisa que não o Brexit quando tem preocupações reais sobre as escolas dos nossos filhos, do nosso Serviço Nacional de Saúde, do crime com facas. Eu estou de acordo e estou do seu lado", disse, dirigindo-se aos cidadãos britânicos, para também informar que tinha pedido o adiamento da saída da UE. "É altura de chegar a um acordo. Moção após moção e emenda após emenda, os deputados só conseguem dizer o que não querem", disse, em mais uma crítica aos deputados.

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Ferreira Fernandes

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