Os jogadores do Benfica e da Académica trocaram de camisola no final do jogo e o capitão dos estudantes
Premium

Académica

Há 50 anos, uma Taça de Portugal deu voz à democracia

A 22 junho de 1969, estudantes, jogadores e treinadores fintaram a PIDE e a ditadura. Académica perdeu final da Taça de Portugal frente ao Benfica, mas ganhou na esfera pública uma contestação que desaguaria no 25 de Abril.

"O ano de 1969 foi o desbravar do caminho para 1974!", quando a revolução de 25 de abril recuperou a democracia e terminou com uma ditadura de 48 anos corporizada por António de Oliveira Salazar (no leito de morte desde 6 de agosto de 1968 a 28 de abril de 1970, quando sucumbiu aos ferimentos de uma queda três dias antes durante as férias no Forte de Santo António, no Estoril). Como uma final da Taça de Portugal, e os jogos que a antecederam, libertaram os protestos mudos no Portugal mediático fortemente censurado, controlado e silenciado. Ou como um adesivo sobre o emblema da Académica rasgou o silêncio comprometedor de um regime autoritário e repressor. Foi há 50 anos.

A frase que abre este texto é da autoria de Francisco Andrade, 79 anos, que recebeu o DN na Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, em Coimbra, epicentro da revolta estudantil de 1969 e iniciada com repercussões públicas a 17 de abril com o "peço a palavra" do presidente da Associação Académica da Universidade, Alberto Martins, negado pelos líderes do regime pelo medo de ouvir um discurso fortemente crítico ao Estado Novo na presença do então líder do regime, Marcelo Caetano, e do ministro da Educação, José Hermano Saraiva, na inauguração do edifício de Matemáticas.

Ler mais

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG