Premium Os trunfos de Cristiano Ronaldo para a conquista do seu tetra

CR7 apresenta candidatura a mais um prémio de melhor jogador do ano para a UEFA com 44 golos em 44 jogos, a conquista da Champions, um golo monumental à Juventus e um hat-trick à Espanha no Mundial 2018.

Cristiano Ronaldo é o grande favorito à conquista do prémio de melhor jogador de 2017-18 para a UEFA. O internacional português ficou já a saber esta segunda-feira que será um dos três primeiros classificados, disputando o trono da Europa com Mohamed Salah e Luka Modric, que pela primeira vez nas suas carreiras aparecem como finalistas deste prémio anual atribuído pela UEFA ao futebolista que mais se destaca a jogar no continente europeu.

Na época em que entrou no lote de dez futebolistas que levantaram por cinco vezes o troféu da Taça/Liga dos Campeões, ficando a apenas uma conquista de igualar Francisco Gento, histórico jogador do Real Madrid nas décadas de 1950 e 1960, Cristiano Ronaldo surge com argumentos de peso para conquistar o seu quarto troféu de melhor jogador europeu...

O internacional português, que este verão se transferiu para a Juventus por 117 milhões de euros, contabilizou na última temporada 44 golos em 44 jogos realizados pelo Real Madrid, aos quais juntou quatro remates certeiros ao serviço da seleção nacional no Mundial 2018, disputado na Rússia.

Só que ao rendimento individual é preciso ainda juntar os troféus coletivos, dos quais sobressai obviamente a conquista da Champions, num rol em que também constam o Mundial de Clubes, a Supertaça Europeia e a Supertaça espanhola, que ajudam a colmatar um Campeonato do Mundo de seleções em que Portugal não passou dos oitavos-de-final.

A bicicleta que mudou a vida de CR7

Há ainda outros momentos mágicos que ajudam Ronaldo a ser o principal favorito a este prémio da UEFA, que será anunciado a 30 de agosto. Desde logo a eliminatória com a Juventus, dos quartos-de-final da Champions, em que marcou um dos melhores golos da temporada, em Turim, com um espetacular pontapé de bicicleta que não deu hipóteses ao histórico guarda-redes Gianluigi Buffon. Esse golo provocou uma reação espantosa dos adeptos da Juve, que aplaudiram o seu golo, num gesto que lhe terá aberto as portas da mudança para a vecchia signora, pela qual se estreou no último sábado, frente ao Chievo, em Verona, sem golos mas com brilho.

Foi já depois de levantar o troféu da Liga dos Campeões, na final com o Liverpool em Kiev, na qual se tornou o primeiro de sempre a fazê-lo pela quinta vez desde que em 1992 a principal competição europeia de clubes adquiriu o formato Champions, que Cristiano Ronaldo iniciou a sua participação no Mundial da Rússia com um hat-trick frente à Espanha, que valeu um empate a três bolas. Esse foi a última grande imagem de CR7 na época de 2017-18, que confirmou o seu estatuto de superestrela.

Se for distinguido com o troféu de melhor jogador do ano para a UEFA, será o seu terceiro prémio seguido e o quarto do seu currículo, já que em 2007-08 tinha vencido o prémio que o antecedeu e que se destinava apenas a eleger o melhor jogador das competições europeias. Além do mais, poderá cavar mais um fosso para o rival Lionel Messi, que apenas por duas vezes venceu este prémio (2010-11 e 2014-15), e na edição deste ano não conseguiu melhor do que um quinto lugar.

Salah, o primeiro africano no pódio

Mohamed Salah é o primeiro jogador africano a ser nomeado para os três melhores jogadores do ano para a UEFA. O avançado egípcio do Liverpool, de 26 anos, fez uma temporada absolutamente incrível, batendo o seu recorde de golos: 44 em 52 partidas ao serviço do clube inglês.

Salah sagrou-se melhor marcador da Premier League com 32 golos, tendo na Liga dos Campeões contabilizado dez remates certeiros, menos cinco do que Cristiano Ronaldo. Aliás, o egípcio foi importantíssimo para que o Liverpool tivesse o melhor ataque da Champions, com um total de 41 golos.

Na sua primeira época como jogador dos reds, Salah impressionou pelos números e por ter ajudado o Liverpool a chegar à final da Liga dos Campeões, em que uma lesão numa clavícula, logo aos 30 minutos, lhe retirou a possibilidade de continuar em campo e quase o impediu de jogar no Mundial 2018, onde acabou por aparecer visivelmente debilitado, embora tenha ainda marcado dois golos nas duas partidas que efetuou pela seleção do Egito, que foi eliminada na fase de grupos do torneio.

A ausência de títulos em 2017-18 são o grande handicap de Mohamed Salah em relação a Cristiano Ronaldo, uma vez que no que a golos marcados diz respeito não andou longe da performance da estrela portuguesa.

Modric, a estrela do Mundial 2018

Se a Mohamed Salah faltam títulos, a Luka Modric faltam golos... mas também não é isso que se exige ao estratega croata que aos 32 anos fez a melhor época da sua carreira, tendo sido importantíssimo no percurso do Real Madrid até à conquista da Liga dos Campeões, mas também na caminhada da seleção da Croácia até à final do Mundial 2018, que lhe valeu mesmo ter sido considerado o melhor jogador do torneio, apesar de ter perdido o título perante a França.

É a primeira vez que Modric surge envolvido nesta luta de prémios de temporada, sendo resultado do facto de o médio ter sido preponderante na dinâmica que impôs às suas equipas, pelo que se for eleito para melhor jogador da UEFA será uma espécie de prémio ao coletivo, em detrimento do talento individual.

Ao longo da época 2017-18, Luka Modric apenas marcou quatro golos: um na Champions, outro na Liga espanhola e dois no Mundial da Rússia, sendo que foi o remate poderoso frente à Argentina que pode definir todo o talento da estrela croata.

Além da Champions, Modric conquistou ainda o Mundial de Clubes, a Supertaça Europeia e a Supertaça espanhola ao lado de Cristiano Ronaldo, mas o seu currículo poderia ser mais rico do que o do português, se tivesse vencido a final do Mundial 2018 e a Supertaça europeia, perdida na semana passada para o Atlético de Madrid.

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Nuno Artur Silva

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