Premium Roteiro pelos mistérios da Notre-Dame de Victor Hugo

Em 1831, o escritor francês Victor Hugo escreveu o romance Notre-Dame de Paris, uma história de amor que era também um alerta para a degradação do "majestosos e sublime" monumento. O livro acabaria por salvar a catedral.

"A Igreja de Nossa Senhora de Paris é decerto ainda um majestoso e sublime edifício. Contudo, por muito formosa que se tenha mantido ao envelhecer, a custo se contém um suspiro e não nos indignamos perante as degradações, as inúmeras mutilações, que simultaneamente o tempo e os homens causaram ao venerável monumento, sem respeitarem Carlos Magno, que assentou a primeira pedra, nem Filipe Augusto, que colocou a última. No rosto desta idosa rainha das nossas catedrais, ao lado duma ruga depara-se sempre uma cicatriz. Tempus edax, homo edacior, o que de bom grado assim traduziria: o tempo é cego, o homem é estúpido."

Palavras de Victor Hugo, escritas em 1831 e que hoje nos parecem tão atuais. Referia-se o escritor francês (1802-1885) às muitas ações de restauro e consequente acumulação de estilos sobre o edifício da catedral de Notre-Dame, em Paris. Verdade seja dita: muita aconteceu em Notre-Dame ao longo dos seus 856 anos. Sofreu remodelações imprudentes, saques revolucionárias e danos provocados pela poluição. "A catedral parece eterna e, no entanto, poucos edifícios foram sujeitos às mudanças da evolução histórica como este", escreveu o historiador Jacques Le Goff, em 2005, no livro Héros et Merveilles du Moyen Age.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Benfica

Benfica. Os jogadores com mercado, a garantia de Vieira e a folga financeira

A época terminou, o Benfica conquistou o 37.º título da sua história e em breve vão começar as movimentações do mercado. João Félix é o jogador mais cobiçado, mas há também Rúben Dias, Grimaldo e outros. Se prevalecer a palavra de Vieira, nenhum dos miúdos formados em casa sairá por menos da cláusula de rescisão. Será mesmo assim?