Premium Sete anos após a morte de Kadhafi, sete países disputam o poder na Líbia

Há um governo de unidade nacional e um acordo para realizar eleições. Mas o militar Khalifa Haftar, na Cirenaica, e o arquiteto Fayez al-Sarraj, na Tripolitânia, medem apoios internacionais e não conseguem vencer a desconfiança.

Um agente dos serviços secretos francês ou um elemento das milícias? Sete anos após a morte de Muammar Kadhafi, as duas versões sobre os últimos momentos de vida coexistem. Facto é que a intervenção estrangeira, iniciada sete meses antes, virou o tabuleiro do conflito entre rebeldes e o regime líbio contra o coronel.

Inspirada na Primavera Árabe desencadeada na Tunísia em dezembro de 2010, a revolta na Líbia - como na Síria - degenerou em guerra civil. No país norte-africano, contudo, a França de Nicolas Sarkozy manobrou uma coligação internacional mais tarde transformada numa operação comandada pela NATO. A operação foi apoiada numa resolução das Nações Unidas que impôs uma zona de exclusão aérea no território líbio.

Ler mais

Exclusivos