Premium Eleições. Partidos ensaiam grande varridela nas listas

O próximo Parlamento terá uma composição muito diferente da atual. O PSD destaca-se na renovação das listas.

No PSD, os números, no que toca a renovação nos cabeças-de-lista, não enganam: dos 17 conhecidos (num total de 22 círculos), só dois são repetidos: Adão Silva (Bragança) e Carlos Peixoto (Guarda). De resto, tudo novidades. E até uma aposta em jovens desconhecidos, como é o caso de Hugo Carvalho, que será o número um da lista do Porto.

A profunda varridela que se adivinha para o grupo parlamentar do PSD decorre, naturalmente, da mudança do líder do partido em 2018, quando Pedro Passos Coelho foi substituído por Rui Rio. Figuras gradas do passismo como Luís Montenegro (cabeça-de-lista em Aveiro, em 2015), Maria Luís Albuquerque (Setúbal), Teresa Morais (Leiria), José Pedro Aguiar-Branco (Porto), Teresa Leal Coelho (Santarém) ou Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo) serão afastadas. Em todos os casos darão lugar a figuras sem experiência política nacional. A renovação comportará, no entanto, exceções: Fernando Ruas, um antigo dinossauro do poder local laranja como presidente da Câmara de Viseu e da ANMP, será o número um pelo seu distrito natal. A sua escolha levou o jovem advogado António Leitão Amaro (cabeça-de-lista em Viseu em 2015) a decidir não se recandidatar.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.