Premium Geringonça deu poder legislativo a BE e PCP

Uma análise das votações no Parlamento mostra que o BE, o PCP e "Os Verdes" conseguiram determinar o curso da legislatura. Mas quando falhou a geringonça, Costa teve êxito ao virar-se para a direita - sobretudo depois de Rio.

Ao longo desta legislatura, a primeira a ter um governo minoritário socialista apoiado (externamente) pelos três partidos de esquerda radical em Portugal, as palavras utilizadas pelos últimos - e em particular pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP - relativamente ao executivo soaram mais a palavras de partidos de oposição do que de apoiantes. Das declarações dos líderes até aos cartazes que encontrámos nas ruas durante estes quatro anos, tudo podia levar um observador estrangeiro a crer que no país nada mudou em relação a alianças à esquerda.

Uma retórica que não encontra correspondência nas palavras proferidas por António Costa no seu último discurso sobre o Estado da Nação e, mais do que tudo, não corresponde ao comportamento efetivo dos três partidos de esquerda radical no Parlamento durante a legislatura. No seu discurso, o primeiro-ministro começou por "saudar os grupos parlamentares de PS, BE, PCP e PEV por terem ousado derrubar um muro anacrónico e assumido a responsabilidade de afirmar uma maioria parlamentar como alternativa de governo".

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