Premium As novas divisões da Europa 30 anos após o fim da Cortina de Ferro

Angela Merkel reuniu-se com Viktor Orbán, Emmanuel Macron com Vladimir Putin. Nos próximos dias, um e outro receberão Boris Johnson. E Matteo Salvini tenta assalto ao poder, enquanto alimenta a crise do navio da ONG Open Arms, com 107 migrantes a bordo, com a Espanha de Pedro Sánchez. No meio disto tudo prepara-se a cimeira do G7 em Biarritz. E assinala-se os 30 anos do princípio do fim da Cortina de Ferro.

Há 30 anos abria-se a primeira brecha na Cortina de Ferro, expressão cunhada por Winston Churchill para se referir à divisão da Europa em duas partes, uma oriental, sob influência da União Soviética, outra ocidental, sob a alçada dos EUA (divisão que depois seria fisicamente traduzida naquilo que veio a ser o Muro de Berlim). A 19 de agosto de 1989, 15 mil pessoas reuniram-se em Sopron, perto da fronteira austro-húngara, para um piquenique pan-europeu destinado a assinalar o fim da Guerra Fria.

Seiscentos alemães de Leste conseguiram escapar para o outro lado do muro sem que as autoridades usassem a violência (desde 2 de maio que a Hungria tinha desmontado as cercas de arames farpado e desligado os alarmes na sua fronteira com a Áustria). Um mês depois do piquenique, a Hungria abriu as fronteiras a 30 mil refugiados da Alemanha de Leste a residir no país. E três meses mais tarde, a 9 de novembro, caía o Muro de Berlim.

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