Premium "A ciência está demasiado dependente da política em Portugal"

Maria Mota volta a ganhar um prémio internacional. Desta vez é o Prémio Sanofi-Institut Pasteur 2018. Ao DN fala da importância do reconhecimento, do seu trabalho e de como o país precisa de uma "visão holística para a ciência".

Investiga o parasita da malária há duas décadas e conta no currículo com várias descobertas importantes sobre o parasita que causa a doença. Premiada e reconhecida internacionalmente como uma das autoridades científicas nesta área, Maria Mota, investigadora principal e diretora executiva do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, acaba de ganhar mais um prémio: o Sanofi-Institut Pasteur 2018, que a distingue na categoria de carreira e pelo qual recebe 150 mil euros. Esta é a primeira vez que um cientista português recebe esta distinção internacional. A aplicação da verba do prémio ainda não está decidida, diz a investigadora. "Primeiro quero falar com a equipa sobre isso", diz.

Qual é a importância deste prémio?
Em primeiro lugar, é importante para a equipa. É sempre bom haver o reconhecimento pelos pares, isto é por outros cientistas. Em ciência, as pessoas veem aquilo que conseguimos fazer quando há descobertas. Mas por cada descoberta, temos milhares e milhares de dias em que não surge absolutamente nada. A ciência é um exercício de enorme perseverança, e os prémios constituem este lado positivo à equipa.

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