Premium Violência policial. Investigações da PJ não confirmaram novos casos

Na segunda-feira, 17 polícias acusados de tortura e racismo vão ouvir a sentença, no culminar de uma acusação histórica, que pode ficar por isso mesmo e ter mudado pouco a investigação destes casos.

A Polícia Judiciária (PJ) não confirmou ainda as suspeitas de violência policial descritas nos 15 inquéritos remetidos, há quase dois anos, pelo Ministério Público (MP) da Amadora, para serem investigadas. A conclusão célere destes processos, da responsabilidade da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) - a mesma que sustentou a acusação histórica de 18 agentes da esquadra de Alfragide pelos crimes de tortura e racismo contra seis jovens da Cova da Moura - tinha a relevância de poder contribuir para esclarecer o padrão da atuação da PSP naquela zona urbana sensível.

Saber se o que aconteceu era comum, como alegaram as seis vítimas diretas e dezenas de testemunhas, ou se não acontecia de todo, como garantiram os agentes acusados - poderia ter sido respondido em parte se as denúncias tivessem sido entretanto esclarecidas. Com isto, a PJ deixa a PSP sob suspeita e as vítimas sem justiça.

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