Premium Quando o sonho de ser professor passa ao lado da politiquice

Porque querem ser professores quando sabem que podem estar a caminhar para o desemprego? O que pensam da crise que levou António Costa a ameaçar demitir-se? A conversa com três futuros professores que sentem que situações destas só acontecem porque a profissão é mesmo desvalorizada.

A escolha da profissão: o desejo de trabalhar com crianças

José Loureiro,23 anos, estudante do 1.º ano de mestrado em Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico na Escola Superior de Educação de Setúbal: "Andei uns meses em Engenharia Informática mas não me identificava. Sentia alguma pressão por parte dos meus pais, diziam-me que seria mais fácil arranjar emprego, mas não era o que eu queria fazer e deixei o curso. Não foi fácil tomar a decisão, os meus pais viram que eu estava perdido e ainda me levaram ao psicólogo para fazer testes de orientação profissional. Entretanto comecei a dar explicações de Matemática a uma criança hiperativa e com défice de atenção. E comecei a pensar como podia ajudar as crianças em geral, esta em particular. Decidi que quero ser professor do 1.º ciclo, quero ensinar as crianças a ler e a escrever.

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