Premium Foi colega de curso de Baggio e estagiou com Ancelotti. O português que quer mudar o futebol timorense

Fabiano Flora tornou-se selecionador de Timor-Leste na semana passada, cargo que concilia com o de treinador do Boavista local. Trabalhou na Lazio e na Juventus, estagiou no Benfica e no PSG e passou por um choque cultural no Myanmar.

A boa fama dos treinadores portugueses já chegou ao outro lado do mundo e em Timor-Leste a federação local confiou a seleção principal a Fabiano Flora desde a semana passada, na expectativa de melhorar o atual 200.º lugar do país no ranking FIFA ou, por outras palavras, o 12.º a contar do fim. O técnico vai conciliar o cargo de selecionador com o de treinador do Boavista de Timor-Leste.

Apesar de ser um desconhecido para o público português, o jovem treinador de 34 anos já trabalhou em clubes como a Lazio e a Juventus, tendo ainda estagiado no Benfica e no Paris Saint-Germain. Depois de uma passagem por Portugal, por Olhanense e Académica, rumou ao continente asiático pela porta de Myanmar, antes de há três meses receber o convite do Boavista de Timor-Leste e posteriormente o da federação timorense.

Ler mais

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.