Premium Dois dos cinco nomes falados para liderar o FMI perdem apoio. Centeno mais próximo do lugar

O Brexit joga contra o inglês Mark Carney. Itália e Reino Unido não pretendem apoiar o holandês Jeroen Dijsselbloem. Mário Centeno aumenta assim a probabilidade de se tornar o próximo diretor-geral do Fundo Monetário Europeu, com a França a insistir que seja escolhido um europeu.

O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo terá agora mais hipóteses de liderar o Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o jornal norte-americano Politico, o holandês Jeroen Dijsselbloem e o inglês Mark Carney, dois dos nomes falados pelo The Wall Street Jornal, estão a perder apoio na corrida para suceder a Christine Lagarde, que se demitiu nesta semana. A lista de candidatos europeus deve ficar fechada até ao final do mês.

Mark Carney, o governador do Banco de Inglaterra, deixará de ser uma opção por causa do Brexit. Não é "suficientemente europeu", segundo as fontes anónimas citadas pelo Politico nesta quinta-feira. Deixa assim na corrida Mário Centeno, Nadia Calviño, a ministra da Economia de Espanha, e Olli Rehn, governador do banco central finlandês, tendo em conta que o ex-presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, também estará fora da equação. O mesmo que afirmou, durante o resgate financeiro a Portugal, que os países do sul gastavam o dinheiro todo em copos e mulheres.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.