Premium Queda de helicóptero. Há falhas no socorro, falta apurar responsabilidades

O atraso nas buscas ao acidente de Valongo é imputado à NAV e ao Centro 112 pela Proteção Civil. Marcelo diz que são "demasiadas falhas" e pede apuramento de responsabilidades.

O socorro ao acidente com o helicóptero decorreu com falhas graves, com um atraso significativo no alerta de acidente aéreo devido a deficiente articulação entre organismos. A conclusão do relatório preliminar da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) indica que a Navegação Aérea de Portugal (NAV) e o Centro Operacional Norte do 112 não estabeleceram no tempo exigido a comunicação com a Força Aérea Portuguesa a dar conta de um acidente aéreo, como indicam as diretivas operacionais em vigor.

O Presidente da República reagiu e admitiu que "são falhas a mais na comunicação e tempo de mais que resulta dessas falhas", pelo que é necessário apurar responsabilidades, o que está em curso com inquérito do Ministério Público. É "muita falha e isso significa que o Estado falhou", resumiu Marcelo Rebelo de Sousa, para quem isto "não é bom para a confiança das pessoas nas instituições", recordando o problema com as comunicações nos incêndios de 2017. Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, disse que o objetivo deste tipo de relatório "é melhorar a capacidade de resposta das instituições", sublinhando que se tratou de uma situação em que "provavelmente seria sempre impossível salvar a vida dos quatro heróis que pereceram neste acidente".

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