Aconteceu em 1982 - Bombas em Espanha e palavras de Marcelo

Neste dia 18 de outubro de 1982, o DN noticiava o aparecimento do Teletexto, a arrancar na RTP2, e que se previa que viria a trazer dificuldades para a imprensa escrita. ​​​​​​Destaque tinham ainda novos ataques da ETA. E num pé de página lembrava-se as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa.

"Bombas em Espanha causaram um ferido na madrugada de ontem", titulava o DN neste dia, depois de uma noite de horror com a explosão de oito engenhos em locais diferentes de Espanha. Uma sede do PSOE, empresas elétricas, comerciais e grupos financeiros foram os alvos dos atentados que provocaram apenas um ferido ligeiro.

A organização separatista basca atuara das Astúrias a Valência, de Barcelona a Lograno. Criada em 1959 como grupo de promoção da cultura basca, no final dos anos 1960 a ETA evoluiu para uma organização paramilitar separatista, acabando por ser considerada organização terrorista por Espanha, França, Reino Unido, EUA e toda a União Europeia. Desde 1968, morreram em atentados da ETA 829 pessoas e muitos outros milhares ficaram feridos. A 2 de maio deste ano, foi divulgado por carta o fim do grupo separatista.

Curiosidade desta edição do DN: numa rubrica então assumida diariamente, intitulada Palavras de Ontem, recordava-se uma frase de Marcelo Rebelo de Sousa ao Comércio do Porto. Dizia o então ministro dos Assuntos Parlamentares (hoje Presidente da República): "Não há nada de mais execrável eticamente do que ver colaboradores próximos ou membros da mesma equipa da véspera atacarem no dia seguinte aquele ou aqueles com quem partilharam de idênticos desafios e missões."

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