Premium Cinco anos depois Crimeia é russa mesmo que Ocidente não goste

Em março de 2014, no auge da rebelião na Ucrânia que derrubou o regime pró-russo de Viktor Ianukovitch, forças russas ocupavam a Crimeia e Moscovo decretava a 18 a anexação da península e a sua plena integração na Federação Russa. Era o início de uma crise que, cinco anos depois, continua a envenenar as relações entre a Rússia e o Ocidente.

Madrugada de 28 de fevereiro de 2014. Grupos armados tomam de assalto os edifícios-chave de Simferopol. A bandeira russa flutua sobre o edifício do Parlamento da Crimeia. Forças especiais russas com uniformes sem insígnias - os famosos "homenzinhos verdes" - controlam numa ação-relâmpago os aeroportos e as vias de comunicação, cercam as unidades militares ucranianas e bloqueiam as saídas dos portos.

O líder pró-russo da Ucrânia, Viktor Ianukovitch, cedera enfim, uma semana antes, após três meses de contestação nas ruas e de pressão internacional e um novo governo pró-ocidental preparava-se para tomar posse em Kiev. A rebelião da Crimeia contagia já outras regiões de forte população russa no sul e no leste. Em Donetsk líderes separatistas propõem-se assumir o controlo das Forças Armadas e de segurança. A tensão entre Moscovo e Kiev está ao rubro.

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