Premium Aconteceu em 1934 - Cerejas: apregoadas nas ruas no tempo dos pregões

As cerejas na década de 1930 eram exportadas para a "África Portuguesa e Francesa" e recebiam selos de qualidade. Mas também eram apregoadas pelas ruas de Lisboa, nos cestos das vendedoras ambulantes que anunciavam a sua chegada.

A exportação de fruta veio às páginas do Diário de Notícias de junho de 1934, mais concretamente de cerejas. Pode ler-se, numa das colunas que o vapor João Belo recebeu o embarque de "218 caixas com cerejas destinadas aos portos da África Francesa e Portuguesa".

Fruta essa devidamente "verificada no Entreposto da Rocha de Conde de Óbidos pelos inspetores da divisão dos serviços Arborícolas e Hortícolas". Do total da remessa, 108 caixas receberam "Marca Nacional" e as restantes "Marca Frutas Portuguesas de Exportação". Tempos que não adivinhavam o quanto o fruto contribui hoje, 85 anos depois, para negócios na ordem dos milhões, sobretudo na região do Fundão - uma das três áreas onde em Portugal se produz cereja. Sete mil toneladas é a previsão da produção para este ano e com destinos mais variados do que nos anos 1930.

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