Premium Fausta Speranza: "Não conheço mulheres que gostassem de ser padres"

A primeira mulher jornalista da secção de política internacional de L'Osservatore Romano esteve em Lisboa para falar sobre "Mulheres, Igreja, jornalismo - A comunicação como nova fronteira".

Fausta Speranza foi a primeira mulher a integrar a secção de política internacional do jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano. Esteve em Lisboa, a convite da Universidade Católica e do Instituto Italiano de Cultura, para falar sobre "Mulheres, Igreja, jornalismo - A comunicação como nova fronteira".

No final da conferência, a jornalista falou ao DN sobre estes tempos em que as mulheres vão ganhando protagonismo na Igreja, numa altura em que o Sínodo da Amazónia antecipa a necessidade de repensar os ministérios das mulheres e em que a Europa política mergulha num caldo de xenofobia, nacionalismos e fake news, alimentado por uma extrema-direita que não tem pudor em atacar o próprio Papa Francisco.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.