Exclusivo Violência doméstica. "As crianças são vítimas primárias, mesmo quando não são agredidas fisicamente"

Rui do Carmo coordena a equipa que analisa os homicídios ocorridos no âmbito da violência doméstica. E aponta as falhas no sistema, desde os erros cometidos nas esquadras, à forma como não se protegem as crianças filhas dos casais entre os quais existe violência doméstica.

Todos os anos morrem em Portugal uma média de 30 mulheres às mãos dos companheiros e ex-companheiros. Há leis para as proteger, mas nem sempre tudo é feito nesse sentido. A falta de comunicação das entidades públicas envolvidas nestes casos - desde as polícias, procuradores, profissionais de saúde e segurança social - é uma falha que pode levar a que nem todos os mecanismos sejam acionados.

Quem o diz é Rui do Carmo, procurador jubilado e coordenador da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídios em Violência Doméstica, e identifica também a falta de formação para lidar com casos de violência doméstica por parte de todos os envolvidos. Apela ainda aos cidadãos para que se indignem com a violência doméstica, que a denunciem... mas que também tenham coragem de ir a tribunal contar o que sabem. Porque só assim se pode fazer prova dos crimes.

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