Premium Do oportunismo das greves à reforma do Estado

Todos, ou quase todos, os setores da função pública têm razões de queixa. E todos, ou quase todos, acham que têm boas razões para isso. Porque ganham mal e querem ganhar melhor, porque têm fracas condições de trabalho, ou porque parte das carreiras que lhes foram prometidas devem ficar congeladas para todo o sempre.

Durante três anos, o governo orgulhou-se da paz social que tinha sido restituída ao país. Os acordos à esquerda com o PCP e com o Bloco de Esquerda acalmaram os sindicatos, também eles vítimas - como lembrou e bem o Pedro Adão e Silva - da fadiga das pessoas e do desgaste financeiro provocado pelas centenas de protestos durante os anos da troika. Mas, acima de tudo, protestar contra um governo que nenhum sindicato queria ver derrubado seria contraproducente. E é isso que explica, em grande medida, a calmaria que o país viveu nos últimos três anos.

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Alentejo

Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.