Premium Governo recusa ter sido surpreendido. Socialistas incomodados com Marcelo

Tudo o que era legalmente suposto foi feito: governo alinha com discurso do primeiro-ministro. Marcelo diz ser incompreensível desvalorização pelo executivo e socialistas manifestam incómodo por "irresponsabilidade".

No governo, mesmo em off, ninguém admite que a dimensão e o impacto da greve dos motoristas de matérias perigosas tenha apanhado de surpresa o executivo. Os gabinetes dos ministérios envolvidos, Ambiente, Economia e Trabalho, reiteram que o executivo atuou quando era suposto.

O pré-aviso de greve foi entregue a 1 de abril e as duas partes em conflito foram chamadas a acordar os serviços mínimos, como estabelece a lei. Como não se entenderam, o executivo decretou os serviços mínimos em 11 de abril, quatro dias antes da greve. "Só quando o governo se apercebeu de que esses serviços mínimos não estavam a ser cumpridos é que acionou a requisição civil. Não há muito mais que se possa fazer", disse ao DN uma fonte de um destes gabinetes. Se, por absurdo, o pré-aviso tivesse sido entregue há um ano, não haveria mais a fazer.

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