Pacotes 3P e 4P. Qual a oferta de telecomunicações mais vantajosa?

O ​​​​​​​ComparaJá analisou as ofertas 3P e 4P dos operadores e ajuda-o a escolher a oferta mais vantajosa e adequada para o seu consumo de comunicações.

Na altura de contratar serviços de telecomunicações os portugueses optam por ofertas integradas de vários serviços. Só o ano passado mais de 186 mil aderiram a este tipo de oferta, aumentando para cerca de 4,1 milhões o número de subscritores. Os pacotes 4P e 5P impulsionaram o crescimento.

O ano passado as receitas dos serviços em pacote atingiram 1,66 mil milhões de euros em 2019, mais 4,9% do que no ano anterior, com as ofertas 4/5P a representar 62,9% do total das receitas. Estas últimas foram as mais usadas em 2019, atingindo 2,02 milhões de subscritores (49,7% do total de utilizadores), traduzindo um crescimento de 12,5% face ao ano anterior, ou seja, mais de 225 mil novos subscritores, segundo dados da Anacom.

O triple play (3P) foi a segunda oferta mais usada, com 1,62 milhões de subscritores (39,8% do total), e as ofertas double play (2P) recuaram 8,6%, totalizando 424 mil subscritores, com os portugueses a optarem por pacotes com mais serviços.

Escolher a melhor oferta deve ser assim bem ponderada pelos utilizadores, num momento em que muitas famílias enfrentam perdas de rendimento. Há que ajustar o pacote às necessidades e algo que deve equacionar se não estiver fidelizado a um operador.

"A escolha entre um pacote de telecomunicações mais básico face a um pacote mais completo deve ser bem ponderada de forma a evitarem-se custos acrescidos", diz José Figueiredo, CEO do ComparaJá.pt, ao DN/Dinheiro Vivo.

"Por um lado, pode acontecer optar-se por um pacote mais caro só porque permite o acesso a muitos canais e, depois, verificar-se que esses canais até nunca são vistos por ninguém na família. Ou então, contratar-se um pacote com imensos minutos e dados no telemóvel e nunca se gastar nem metade do plafond mensal", explica. "Ainda que a opção por um pacote bastante mais completo possa representar um acréscimo de apenas alguns euros por mês, a verdade é que se tal não tiver uma utilidade real para os consumidores, estes estarão a gastar várias dezenas de euros por ano em vão só porque não fizerem uma escolha adequada às suas reais necessidades."

"O inverso também é passível de suceder. Por exemplo, poderá acontecer optar-se por uma oferta com menos minutos no telemóvel, ou então menos dados móveis, e depois, por uso superior ao plafond mensal, ser necessário pagar por minutos ou dados extra, o que poderá tornar o pacote bastante mais dispendioso do que se se contratasse uma opção mais completa", diz ainda o José Figueiredo.

"É, portanto, fundamental atentar nas nossas reais necessidades antes de contratarmos um pacote de telecomunicações pois só assim poderemos garantir a escolha da oferta mais competitiva do mercado", afirma José Figueiredo.

O site ComparaJá analisou para o DN/Dinheiro Vivo os pacotes 3P e 4P dos vários operadores no mercado e ajuda nessa escolha. Lançado a 17 de maio de 2017, no Dia Mundial das Telecomunicações, só o ano passado o comparador de telecomunicações do ComparaJá t registou 223 mil simulações e este ano, só em quatro meses, realizou 72 mil.

Será que as diferenças dos pacotes mais completos compensam os custos mais elevados?

No que diz respeito aos pacotes triple play (3P) - TV, internet e telefone fixo - mais económicos, "as diferenças face às ofertas mais completas residem ao nível da velocidade da internet, que é substancialmente mais lenta, e ao nível das características da componente de televisão - número de canais mais reduzido e, à exceção da Nowo, inexistência de box, o que impossibilita o usufruto de funcionalidades como as gravações e a restart TV (voltar atrás na programação e ver do início um programa já emitido)", refere o ComparaJá.

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