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Desde o tempo da troika que não havia tantos pré-avisos de greve

Nas próximas semanas, são poucos os dias úteis que não têm pelo menos uma greve. Mantendo-se o ritmo, este será o ano da legislatura com mais pré-avisos.

Hospitais e medicina legal, correios, transportes, tribunais, trabalhadores dos impostos e até teatros. A lista de serviços que nas próximas três semanas podem paralisar com greves é grande e acabou de receber uma importante adesão, a dos oficiais de justiça, que neste fim de semana marcaram uma greve de cinco dias, a ser distribuída entre o final deste mês e o início do próximo. Mas se a última semana de junho é mesmo a mais preenchida com protestos, as paralisações começam já a meio desta semana, com problemas nos barcos que fazem as travessias do Tejo.

Nas próximas semanas, são poucos os dias úteis que não têm pelo menos um protesto já agendado. A reta final da legislatura tem sido fértil em contestação social e nem a desmarcação das greves dos professores às avaliações, que chegaram a ser anunciadas para o final do ano letivo, dos enfermeiros e dos camionistas atenuou essa vaga, que é confirmada pelas estatísticas dos primeiros meses do ano. Olhando para os números dos pré-avisos de greve - que, note-se, nem sempre se traduzem em greves efetivamente realizadas - percebemos que qualquer um dos primeiros quatro meses de 2019 superou largamente os meses homólogos dos últimos anos.

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Este livro de D. Ximenes Belo intitulado Missionários Transmontanos em Timor-Leste aparece numa época que me tem parecido de outono ocidental, com decadência das estruturas legais organizadas para tornar efetiva a governança do globalismo em face da ocidentalização do globo que os portugueses iniciaram, abrindo a época que os historiadores chamaram de Descobertas e em que os chamados navegantes da fé legaram o imperativo do "mundo único", isto é, sem guerras, e da "terra casa comum dos homens", hoje com expressão na ONU.