Premium Kunumí MC, o rapper índio que assustou o seu povo

Já com dois discos editados, o jovem rapper guarani é uma das figuras do "futurismo indígena", um movimento artístico surgido nas comunidades índias brasileiras, que encontrou na música e em particular no rap, uma nova forma de expressão.

O cantar de um galo ou de uma ou outra ave exótica e pelas vozes de crianças a brincar interrompem frquentemente a entrevista telefónica. São os sons do dia-a-dia na aldeia onde Kunumí MC vive, algures no distrito de Parelheiros, interior do estado de São Paulo. Não será, porventura, o cenário mais esperado para um rapper, mas o próprio também não corresponde ao estereótipo do mesmo. É índio, vive na sua comunidade e rima em guarani, a língua original dos povos indígenas do sul da América do Sul.

São aliás cada vez mais os artistas que o fazem, num movimento já chamado de "futurismo indígena", do qual Kunumí MC é uma das figuras principais, a par de nomes como o grupo Brô MC"s, o rapper Oz Guarani e a rapper Katu Mirim. Werá Jeguaka Mirim, assim é o seu nome verdadeiro, começou a escrever ainda criança, "por volta dos seis anos", por influência dos pais, também eles escritores de "literatura nativa". Aliás, também já tem dois livros editados, Contos dos Curumins Guaranis (escrito a meias com o irmão) e Kunumi Guarani.

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