Premium Perin a caminho do Benfica. O guarda-redes das lesões graves que nunca deixou de ter pretendentes

O guardião italiano que chega hoje para assinar pelo Benfica rompeu os ligamentos dos dois joelhos em duas épocas consecutivas. Entre outras lesões esteve mais de 500 dias inativo mas foi sempre muito cobiçado. "É um dos melhores guarda-redes italianos e a baliza do Benfica fica bem entregue", diz Miguel Veloso, que jogou com ele no Génova.

Mattia Perin, de 26 anos, vai reforçar a baliza do Benfica e é esperado nesta quarta-feira em Lisboa para assinar um contrato válido por cinco temporadas com o clube da Luz (negócio incluiu a transferência do jovem benfiquista João Ferreira no sentido inverso). Nascido em Latina, a noroeste de Roma, o guarda-redes tem um longo historial de lesões, mas que nunca foram impeditivas de ter clubes interessados. Prova disso foi o facto de a Juventus o ter contratado ao Génova na temporada 2018-2019, quando Buffon saiu para o Paris Saint-Germain.

Desde a temporada 2010-2011, quando se estreou profissionalmente, Perin esteve mais de 500 dias parado devido a lesões. As épocas 2015-2016 e 2016-2017 foram autênticos calvários para o guardião internacional italiano, que sofreu mazelas muito graves que o deixaram bastante tempo fora dos relvados.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.