Premium Depois do Mundial, Paredes de Coura. Quem são as Pussy Riot?

Com um número de membros que sempre foi uma variável, as Pussy Riot protagonizaram uma invasão de campo no França-Croácia, na final do Mundial, em Moscovo. A 17 de agosto são esperadas em Paredes de Coura. É contra Vladimir Putin que protestam mas um dos seus temas musicais tem o nome do slogan de campanha de Donald Trump: Make America Great Again.

Em Moscovo, qualquer russo sabe apontar a Catedral do Cristo Redentor, na margem norte do rio que dá nome à cidade. Foi ali que, a 3 de março de 2012, a banda de punk feminista, que protesta contra o regime de Vladimir Putin, deu um concerto improvisado e não autorizado. As Pussy Riot decidiram realizar o protesto na catedral depois de o patriarca ortodoxo russo, Kirill, ter pedido o voto para Putin em vésperas de presidenciais, facto que indignou não só o grupo mas toda a oposição russa.

Durante a atuação, conturbada, realizaram o que chamaram de oração punk em pleno altar. Nessa, pediram à Virgem Maria que livrasse a Rússia de Vladimir Putin. Tal não aconteceu. Ele foi, aliás, reeleito e continua no poder.

As ativistas acabaram presas e, mais tarde, foram duas delas condenadas por vandalismo motivado por ódio religioso. Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova cumpriram 21 meses de prisão por isto. Isso não impediu, porém, que o vídeo do concerto, ainda hoje disponível no YouTube, tivesse milhares de visualizações. As imagens do grupo de mulheres reacionárias de collants e capuzes às cores correram um pouco por todo o mundo.

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