Premium 'Downton Abbey'. A família Crawley sobrevive ao grande ecrã

Depois de ser uma série de televisão, Downton Abbey já é um marco pop do imaginário coletivo. A versão para cinema de Michael Engler prova isso mesmo e é de uma leveza suave que marca pontos. Imelda Staunton é a nova estrela de um elenco que repete os mesmos atores da série.

Os americanos estão a ir ao céu com esta adaptação ao cinema da série britânica que fez parar o mundo, enquanto os ingleses são algo menos entusiastas. Compreende-se esta divisão entre a crítica, embora seja sensato ficarmos a meio-termo e apostar que Downton Abbey em cinema é perito no que propõe: transpor o espírito do drama e comédia da série com alguma disponibilidade de meios. Um episódio ampliado? Michael Engler, mesmo com poucas ideias de cinema, consegue, à justa, uma escala cinematográfica, sendo perito em conseguir conferir um ritmo coeso a uma história com múltiplas intrigas e ainda mais personagens.

Situado em 1927, um ano depois dos últimos acontecimentos que vimos na série de televisão de Julian Fellowes, a nova trama traz todas as personagens já conhecidas e desenrola-se durante uma visita da família real a Yorshire, com paragem durante 24 horas na casa dos Crawley. Problemas do "primeiro mundo" inundam esta mansão que tem de preparar todos os detalhes para que o rei e a rainha de Inglaterra sejam bem recebidos. De um lado, todas as atribulações desta família muito posh, a contas com a matriarca Violet (Maggie Smith) muito preocupada com a visita da prima (Imelda Staunton, um dos novos rostos do elenco), a aia da rainha, e com as preocupações financeiras de Robert, o chefe da família. Do outro, o stress dos empregados, em que se desenrola uma substituição de mordomo, um noivado em crise e uma feroz batalha com os criados da Casa Real.

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