Premium Um filme sobre a grande ferida na Noruega

Utoya, 22 de Julho é um regresso à memória trágica do ataque levado a cabo por Anders Breivik, em 2011. Uma página negra da história da Noruega chega ao grande ecrã imbuída da perspetiva dos sobreviventes. Em exibição.

Qual a distância necessária para se lidar com a história? Não haverá uma resposta absoluta, e a pergunta é particularmente complexa se essa distância, que pode ser moral, tiver que ver tão-somente com a medida concreta do tempo. Quando o norueguês Erik Poppe decidiu realizar um filme - este mesmo que chega agora às nossas salas - sobre o massacre que aconteceu na ilha de Utoya (perto de Oslo), no verão de 2011, houve quem considerasse que era demasiado cedo para o cinema abordar um assunto tão trágico, que ademais é uma ferida ainda aberta na história recente da Noruega e da Europa.

Também houve quem achasse importante não deixar apagar a memória nestes tempos em que a transitoriedade da informação mediática tende a favorecer uma espécie de esquecimento coletivo. Poppe moveu-se por essa vontade não só de reavivar a memória, mas quis também prestar uma forma de homenagem às vítimas e sobreviventes. Foi este o seu ponto de vista.

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