Premium Adiamento do Brexit também divide a Europa

Deputados britânicos rejeitaram Brexit não negociado. Mas Theresa May tem de apresentar mais do que isso em Bruxelas.

Três dias de debate e votação de moções e respetivas emendas demonstraram - se preciso fosse - um governo e uma Câmara dos Comuns profundamente divididos. Os deputados voltaram a rejeitar o acordo da primeira-ministra com a UE para a saída do Reino Unido e respetivo quadro de futuro relacionamento; negaram uma saída sem acordo (o hard Brexit); renunciaram tomar em mãos o dossiê no lugar do governo; e reprovaram a realização de um segundo referendo. Na única vitória para Theresa May (por dois votos) foi aprovada a moção que prevê pedir uma extensão da saída até 30 de junho caso os deputados aprovem o seu acordo até quarta-feira. Caso contrário, a governante irá ao Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, pedir uma extensão longa.

Em Westminster não faltaram momentos caricatos: o governo apresentou uma proposta e deu sentido de voto contrário (sobre o Brexit sem acordo) e um ministro fez o mesmo (sobre a extensão do artigo 50.º). Na quarta-feira, Theresa May deu indicações para os deputados votarem contra a proposta do próprio governo para evitar uma saída sem acordo porque uma emenda à moção fora aprovada antes. Mas vários deputados e uma dúzia de membros do governo votaram a favor ou abstiveram-se e a moção emendada foi aprovada, com enorme burburinho entre os conservadores. E, no dia seguinte, o ministro para o Brexit Steve Barclay fez um discurso em nome do governo pela votação no pedido de extensão e de seguida votou contra.

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