Premium Cinco anos do fim da troika. "Muitos, apesar de trabalharem, não deixam de ser pobres"

Cáritas e Banco Alimentar contra a Fome têm hoje um número mais reduzido de pedidos de apoio. Mas os que precisam de ajuda são agora mais regulares. "A pobreza estrutural mantém-se", alertam.

Foi a 17 de maio de 2011 que Portugal assinou o memorando de entendimento com a troika para o resgate financeiro do país. Três anos depois, na mesma data, o Programa de Ajustamento terminou. Durante estes 36 meses cresceu o desemprego, a pobreza aumentou e as instituições e organizações de apoio social viram-se confrontadas com inúmeros pedidos de ajuda. Cinco anos depois do fim do período de condicionamento financeiro, a Cáritas e o Banco Alimentar contra a Fome reconhecem que "a situação é diferente, há uma nova dinâmica económica". Os pedidos de ajuda - durante a troika muitos eram mesmo para ter comida na mesa - são menos. O que não significa, adiantam Eugénio Fonseca e Isabel Jonet, que a pobreza estrutural tenha diminuído. Está à espreita e ao mínimo percalço podemos ter nova situação de emergência.

"Há uma nova dinâmica económica que se reflete no rendimento das pessoas. O número de pedidos de apoio baixou bastante, o que não quer dizer que tenha diminuído o espaço da Cáritas e as ajudas prestadas", disse ao DN Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Diocesana. Para este dirigente, é evidente "que diminuiu o desemprego". Contudo, "ainda há 300 mil desempregados e muitos são de longa duração", a que acresce o elevado número de pensionistas com baixos rendimentos.

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