Premium Ex-campeões falam de "geração fantástica" mas reclamam mais promoção do hóquei

Vítor Hugo e Filipe Santos foram campeões do mundo em 2003 e olham para o título recuperado neste domingo pela seleção nacional como uma oportunidade para uma "geração fantástica" de hoquistas portugueses. Ainda assim, olham com preocupação para o futuro da modalidade.

"Espero que seja o primeiro de muitos." Foi assim que Vítor Hugo, o anterior selecionador nacional a conduzir Portugal a um título mundial de hóquei em patins, em 2003, falou ao DN sobre a conquista da seleção nacional no domingo, em Barcelona, na final do Mundial, frente à Argentina. Aquele que foi um dos melhores hoquistas portugueses de sempre não esconde o entusiasmo por esta conquista, garantindo que o 16.º título mundial "assenta como uma luva" à equipa nacional, afinal "venceu os principais adversários, ainda por cima num torneio disputado em Espanha, com toda a dificuldade inerente".

O antigo defesa/médio Filipe Santos, um dos jogadores que tinha levado Portugal ao último título mundial, em 2003, acredita que estão criadas as condições para Portugal voltar a dominar a modalidade a nível mundial: "Vai depender muito do trabalho que for feito nos próximos anos, mas esta equipa é jovem e, com outros jogadores que começam agora a aparecer, podemos a aspirar a estar muito tempo no topo do hóquei mundial."

Ler mais

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.