Premium Moção de censura. CDS procura liderar oposição e pressiona PSD

Assunção Cristas garante que "o governo falhou" e, por isso, deve cair. Na quarta-feira, a esquerda chumbará a moção de censura. Cabe agora a líder social-democrata, Rui Rio, se fica ao lado dos centristas.

Apoucas horas de uma remodelação do governo e um dia antes da apresentação da lista de candidatos do PS às europeias e da convenção do Conselho Estratégico Nacional do PSD, o CDS marcou a agenda política. Anunciou uma moção de censura ao governo, a segunda que apresenta nesta legislatura, e obrigou todos os partidos a posicionarem-se. Com a mais que previsível morte anunciada da moção, Assunção Cristas quis sobretudo afirmar-se como líder da oposição, num momento em que Rui Rio intensifica o combate ao PS. Em conferência de imprensa, ontem no Largo do Caldas, Assunção admitiu que a iniciativa do seu partido obrigará à "clarificação de todas as forças no Parlamento". Ou seja, encostar o PCP e o BE ao executivo em ano de eleições legislativas e obrigar o PSD de Rui Rio a posicionar-se.

Em outubro, quando o CDS também decidiu que era hora de avançar com a medida mais drástica de crítica ao governo, era ainda Passos Coelho quem comandava os destinos dos sociais-democratas e não hesitou em apoiar o CDS. Mas a moção de censura foi chumbada por PS, PCP e BE. Tal como agora, os mesmos partidos rejeitam a nova moção de censura centrista, que será debatida e votada na quarta-feira . "É uma encenação do CDS", argumentou João Oliveira, líder parlamentar comunista. "Naquilo que é negativo para o país o CDS votou ao lado do PSD e do PS", disparou ainda em direção ao partido de Cristas.

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